Conceito divino sobre o uso do vinho

No livro dos juízes, a mãe de Sansão foi alertada pelo anjo de Jeová sobre beber vinho; isso em uma lista de coisas impuras que deveriam ser evitadas. Uma vez que aquele filho que ela teria de modo milagroso, por ser estéril, seria um Nazireu, ou alguém apartado para um fim sagrado. Segue o relato: “E agora guarda-te, por favor, e não bebas nem vinho nem bebida inebriante, e não comas nada impuro. Pois, eis que ficarás grávida e certamente darás à luz um filho, e não deve vir navalha sobre a cabeça dele, porque o rapazinho se tornará Nazireu de Deus ao sair do ventre; e será ele quem tomará a dianteira em salvar Israel da mão dos filisteus.” “Mas, ele me disse: ‘Eis que ficarás grávida e certamente darás à luz um filho. E agora, não bebas nem vinho nem bebida inebriante, e não comas nada impuro, porque o rapazinho se tornará Nazireu de Deus desde a saída do ventre até o dia da sua morte. ’”

Provérbio23: 29-35 “Quem tem ais? Quem tem apreensão? Quem tem contendas? Quem tem preocupação? Quem tem ferimentos sem razão alguma? Quem tem embaciamento dos olhos? Os que ficam muito tempo com o vinho, os que entram para descobrir vinho misturado. Não olhes para o vinho quando apresenta uma cor vermelha, quando está cintilando no copo, [quando] escorre suavemente. No seu fim morde igual a uma serpente e segrega veneno igual a uma víbora. Teus próprios olhos verão coisas estranhas e teu próprio coração falará coisas perversas. E hás de tornar-te como quem se deita no coração do mar, sim, como quem se deita no topo de um mastro. “Golpearam-me, mas não adoeci; surraram-me, mas eu não o sabia. Quando é que acordarei? Eu o procurarei ainda mais.”

“E vinho que alegra o coração do homem mortal.” Salmos 104:15

Na cultura judia o vinho era um produto de primeira necessidade e, em seus textos é realçado junto com a idéia de fartura e prosperidade, a alegria de se ter as provisões diárias para a subsistência, como beber e comer. Logo fica entendida esta relação que nada tem a ver com festanças ou mesmo comemorações religiosas. O vinho para os judeus era algo comum, como era o próprio pão, que também é citado como algo que deve ser encarado como símbolo cultural e histórico de um povo antigo que não tinha as guloseimas que há hoje no mundo moderno. Comer pão e beber vinho em suas refeições era o mesmo que é para os ocidentais fazerem um lanche com sanduíches, regado com um suco, café ou refrigerante.

Cumpre ainda lembrar e fazer relação dos textos onde aparece a imagem do vinho com provérbios, que é indiscutivelmente um livro superior a todos os outros livros bíblicos no que tange à sabedoria divina para se aplicar à vida prática. Em provérbios, portanto, aparece mais nitidamente o que pensa ou deve pensar um sábio sobre os riscos e os cuidados sobre o vinho e a embriaguez, e, também, a distinção que se deve fazer do vinho em um contexto moral e cultural.

Provérbios 31:2-7 “Palavras de Lemuel, o rei, a mensagem ponderosa que sua mãe lhe deu em correção: O que é que eu digo, filho meu, e o que, filho de meu ventre, e o que, filhos dos meus votos? Não dês a tua energia vital às mulheres, nem os teus caminhos [àquilo que leva à] extinção de reis. Não é para os reis, ó Lemuel, não é para os reis beber vinho ou para os dignitários dizer: “Onde está a bebida inebriante?”para que não se beba e se esqueça o decretado, e não se perverta a causa de qualquer filho de tribulação. Dai bebida inebriante àquele que está para perecer e vinho aos amargurados de alma. Beba-se e esqueça-se a pobreza, e não haja mais lembrança da própria desgraça.”

Logo se pode perceber a preocupação que tinha o proverbista com relação àquele que devia ocupar um cargo superior e que tem a incumbência ou a prerrogativa de fazer julgamento das causas dos atribulados, pois o vinho teria o poder de perverter o juízo e levar à pratica da injustiça. Depois aponta os que poderiam fazer uso do vinho e para que propósito: com o fim de esconder o que são e disfarçar suas desgraças.

Nas escrituras, porém, encontramos outros textos e outros pontos de vista que podem ser alterados para satisfazer e justificar a conduta daqueles que já se encontram viciados. Este texto também pode ser aplicado como desculpa ou justificativa terapêutica. Segue o relato: “Não bebas mais água, mas usa de um pouco de vinho por causa do teu estômago e dos teus freqüentes casos de doença.” Primeira carta a Timóteo 5:23.

Observe a expressão: “por causa do teu estômago.”

Todavia não posso ser injusto com o apóstolo das nações. Em efésios 5:18 ele esclarece: “Também, não fiqueis embriagados de vinho, em que há devassidão, mas ficai cheios de espírito.” Além de esclarecer o fato ele ainda prova para àqueles de boa índole que nunca aconselhou o uso imoderado ou mesmo moderado do vinho para ninguém. Nas outras referências que tratam do vinho nos textos sagrados, não nos resta dúvida de que Jeová não seja conivente com os beberrões justificáveis.

Vale ainda lembrar outra passagem, apenas de paisagem, que o vinho nunca produziu algo de bom.

Veja este: Genesis 9:20-25. “Então, Noé principiou como lavrador e passou a plantar um vinhedo. E começou a beber do vinho e ficou embriagado, e deste modo se descobriu no meio da sua tenda. Mais tarde, Cã, pai de Canaã, viu a nudez de seu pai e foi contá-lo aos seus dois irmãos lá fora. Sem e Jafé tomaram então uma capa e a puseram sobre ambos os seus ombros, e entraram andando de costas. Assim cobriram a nudez de seu pai, com as faces viradas, e não viram a nudez de seu pai. Por fim, Noé acordou do seu vinho e soube o que lhe havia feito seu filho mais moço. Ele disse então: “Maldito seja Canaã.”

Portanto, fica o alerta: Deus não permite o vicio que mais tem ceifado vida humana, tanto física como moral. Mas, se mesmo assim ainda não está convencido de que o vinho seja algo nocivo à alma humana, continue bebendo e assuma os riscos.             Digo, porém, que o que deve alegrar o coração do homem deve ser o fato de ser feliz ao observar a beleza natural da vida, sem o embaçamento moral que qualquer vício produz.

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