Caso Benedito provoca novas investigações

Do Correio Braziliense: A investigação da Polícia Civil do DF que concluiu pelo favorecimento ao deputado Benedito Domingos (PP) em contratos com o GDF para ornamentação do Natal de 2008 terá desdobramentos.

A Divisão Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) instaurou outros inquéritos policiais para apurar indícios de crimes também na contratação das empresas de familiares do distrital nas festas de fim de ano de 2007 e 2009 e nos carnavais de 2009 e 2010. Serão investigados atos das administrações regionais de Taguatinga, Lago Norte e Sudoeste, além de contratos da Empresa Brasiliense de Turismo (Brasiliatur). Passará por uma lupa a contratação de prestadoras de serviço ligadas a Benedito pela administração de Taguatinga para construção de fonte luminosa da Praça do Relógio.

Reportagem do Correio (veja aqui) mostrou que a Decap pediu o indiciamento de Benedito, de familiares do distrital, entre os quais o filho dele Sérgio Domingos, do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido), do ex-secretário de Governo José Humberto Pires e de empresários que teriam se unido em conluio para fraudar licitações abertas nas administrações regionais em 2008 destinadas à locação de enfeites de Natal. O inquérito foi remetido ao Ministério Público do DF e será analisado pela procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Amorim Carvalhido, a quem cabe decidir os próximos procedimentos.

Ela poderá apresentar denúncia contra Benedito e os demais relacionados no inquérito perante o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF ou pedir novas diligências à Polícia Civil. Durante o inquérito, o delegado Flamarion Vidal Araújo colheu depoimentos de 17 administradores regionais que contaram terem sofrido pressão para contratar empresas ligadas a Benedito. Empresários também declararam que suas assinaturas foram falsificadas e o timbre de suas empresas usado indevidamente para parecer que participaram das licitações vencidas por firmas ligadas a Sérgio Domingos.

A defesa de Arruda considerou “absurdo” e “político” o indiciamento do ex-governador, uma vez que um decreto daquele ano descentralizou as contratações de empresas responsáveis pelos enfeites de Natal. José Humberto Pires divulgou uma nota em que se defende: “A defesa não teve acesso ao relatório final do inquérito, mas pode afirmar categoricamente que as acusações são infundadas. José Humberto nunca ordenou a nenhum administrador regional que beneficiasse qualquer empresa. No inquérito, há depoimentos de administradores afirmando não terem recebido qualquer ordem de José Humberto nesse sentido”. Benedito não comentou as acusações.

 

 

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