Soneto do amor improvável, com as vênias de Vinicius de Morais

PIANISTA SOLITÁRIO

Soneto do amor improvável

Quando menos se esperava fez-se o riso
do silêncio e da inércia aplauso e canto
e da boca outrora muda em desencanto
um aceno e um convite ao paraíso.

Quem vivia há tempo em desespero
tendo olhos marejados de suplício
castigado com a dor do amor efêmero
incontente, amargurado, entregue ao vício.

Improvável, não mais que improvável
Fez-se alegre e doce, amigo e confidente
de solitário e esquecido, agora amável.

A esperança renasceu sem medo
da insegurança se revelou o segredo
que do amor se espera o improvável.

Evan do Carmo 23/03/2014

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