“Prefiro ser atropelado por um ônibus do que mentir para vocês”, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um ato na praça Santos Andrade, em Curitiba (PR), na noite desta quarta-feira (10/5), logo após ser interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro. Em um rápido discurso para uma plateia de cinco mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, o petista disse preferir ser “atropelado por um ônibus” do que mentir para as pessoas que o apoiavam.
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Em vários momentos, o ex-presidente pareceu se emocionar enquanto falava à multidão. “Queria, do fundo do coração, dizer que não tenho tamanho para tamanha solidariedade”, disse. “Já participei de manifestações com até um milhão de pessoas, mas nenhuma tão gratificante quanto esta”, completou.
Mais uma vez, Lula negou ter participado de qualquer ato ilícito investigado pela Operação Lava-Jato. Ele, inclusive, criticou a maneira como foi interrogado por Moro, com quem esteve frente a frente pela primeira vez nesta quarta-feira. “Eu esperava que, depois de dois anos de massacre, tivesse um documento lá dizendo que o Lula comprou o apartamento [referindo-se ao tríplex do Guarujá (SP)]. Nada. Ficaram perguntando se eu conheço o Vaccari, se eu conheço o Léo Pinheiro. É lógico que eu conheço e não tenho vergonha. Não quero ser julgado por interpretações. Quero ser julgado por provas”, enfatizou.

Além da ex-mulher Marisa Letícia, morta em fevereiro deste ano, e do neto de quatro anos (que estaria sofrendo bullying na escola por conta das acusações contra o avó), Lula também mencionou a mãe em seu discurso. Segundo o ex-presidente, ela dizia que para saber se uma pessoa está falando a verdade, é preciso olhar para os olhos e não para a boca. Por isso, ele gostaria que seu interrogatório fosse transmitido ao vivo.
O petista ainda se colocou à disposição da Justiça, dizendo que irá a “quantas audiências e a quantos depoimentos forem necessários”, mas pediu que seja respeitado “como eu respeito eles”. Por fim, o ex-presidente inflamou a multidão, afirmando que pretende disputar o Planalto em 2018. “Estou vivo e me preparando para voltar à Presidência. Estou com vontade de fazer mais e melhor e provar, mais uma vez, que, se a elite brasileira não tem competência para consertar esse país, o metalúrgico de quarto ano primário tem”, concluiu, antes de se dirigir ao aeroporto para voltar a São Paulo.

Dilma Rousseff

A ex-presidente Dilma Rousseff também participou do ato e criticou as reformas propostas pelo governo de Michel Temer. Mais uma vez, a petista reforçou ter sido vítima de um golpe por parte do peemedebista. “Por quatro vezes eles perderam as eleições e perceberam que para fazer esse estrago que hoje estão fazendo tinham que dar um golpe”, afirmou.
A petista também avaliou que o correligionário Lula está sendo perseguido para que não possa concorrer à Presidência no próximo ano. “Querem inviabilizar as condições de cidadania para que o nosso querido ex-presidente Lula mais uma vez se coloque para ser votado ou não pelo povo brasileiro. Perder eleição não é vergonha. Só é vergonha para golpista”, finalizou.

 

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