Polícia encontra bebê raptado no Conic e prende suposta sequestradora

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A mãe, Arlete, com a criança no colo

A mulher suspeita de sequestrar uma bebê de 3 meses na manhã desta quinta-feira (29/6) foi encontrada e a criança, recuperada. A menina foi levada para o Hospital Municipal Materno-Infantil Santa Rita de Cassia, para receber cuidados médicos. Policiais militares de Goiás prenderam Cevilha Moreira dos Santos, 44 anos, em Planaltina de Goiás. A mãe da criança, Arlete Bastos da Silva, está sendo levada à unidade de saúde por uma equipe da Divisão de Repressão ao Sequestro (DRS), da Polícia Civil do DF. Já a sequestradora está no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) da cidade goiana.

Correio apurou que os médicos do centro de saúde examinaram a criança. Segundo funcionários, o bebê passa bem e deu entrada no hospital por volta das 17h20. Relataram ainda que a mulher pegou um táxi em frente à unidade. Nesse momento, alguém a reconheceu e acionou a polícia. Os militares perseguiram o táxi e levaram a sequestradora de volta ao hospital, onde foi registrado o boletim de ocorrência.
O chefe da Delegacia de Polícia de Planaltina de Goiás, Cristiomário Miranda, adiantou que parte da equipe da unidade policial ajudou na busca pela sequestradora. “Vamos ainda ouvir os envolvidos, por enquanto, não tenho maiores detalhes, apenas informações repassadas pelos militares”, disse Cristiomário.

O sequestro

Cevilha raptou a criança por volta das 10h30, em uma clínica de exames admissionais no Edifício Boulevard, no Conic. Arlete deixou a filha aos cuidados dela enquanto era atendida. Arlete contou à polícia que, quando voltou para buscar a menina, não viu mais a mulher nem a criança.
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Cevilha Moreira dos Santos, 44 anos, é suspeita de levar o bebê do Conic por volta das 10h30 desta quinta-feira (29/6)
A cunhada de Arlete, Madalena dos Santos, 31, conta que a família mora em uma casa na Vila Rabelo, em Sobradinho. Segundo ela, a mulher se apresentou a Arlete há alguns dias, em um posto de saúde. Na ocasião, prometeu emprego à mãe e, por conta disso, as duas teriam ido à clínica. “Ela disse que ia pagar um salário de R$ 1 mil, mais o tíquete-refeição. Então elas combinaram de a Arlete vir fazer o exame”, relata.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Arlete e a suposta sequestradora chegaram ao prédio da agência. Minutos depois, ela aparece no vídeo enquanto saía com a criança no colo. A proprietária da clínica, Ana Maria Esteves, conta que proibir a entrada dos filhos das pacientes não faz parte da política da empresa e que, portanto, essa ordem não teria partido dos funcionários. “As mães são sempre autorizadas a entrar com crianças, até porque, muitas vezes, elas retornam à clínica após darem a luz. Elas podem entrar, inclusive, com crianças maiores. O que parece que aconteceu é que a mulher pediu para ficar com a criança. A gente recebe, em média, 200 pessoas por dia. Não conseguimos observar quem estava com a criança no colo no momento em que elas entraram”, afirma.
O caso mais recente de sequestro de um recém-nascido aconteceu no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), no início deste mês. Mãe e filho estavam em um alojamento conjunto, onde havia vários outros bebês. Gesianna de Oliveira Alencar, 25 anos, entrou na unidade de saúde e levou o menino. Durante nove meses, ela mentiu sobre a gravidez para a família, para o marido e chegou a usar uma barriga falsa. Ela foi presa e o bebê devolvido aos pais.
Em fevereiro deste ano, uma mulher foi presa pela Polícia Civil em Samambaia após tentar sequestrar uma menina de apenas um mês de vida. De acordo com informações da PM, a mãe tinha o costume de deixar a criança aos cuidados da acusada, que é vizinha dela, e entrou em desespero ao chegar para pegar a filha e encontrar a casa vazia. A sequestradora foi localizada em um terminal rodoviário pela irmã e pela mãe da criança. Lá, teria dito que esperava uma amiga, pois estava perdida. A mãe colocou a mulher no carro e a levou até a 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia). Na unidade policial, foi verificado que a mala da sequestradora continha roupas da criança raptada.

Linha do tempo

9h – Arlete, com a filha de três meses no colo, saiu de casa, na Vila Rabelo, em Sobradinho, em direção ao Plano Piloto. Desempregada, a mãe havia recebido uma proposta de trabalho da sequestradora. Por isso, ela deveria fazer um exame admissional.
10h – Acompanhada da acusada de cometer o sequestro, Arlete chega com a bebê a uma clínica admissional, no Edifício Boulevard, no Conic, próximo à Rodoviária do Plano Piloto.
10h10 – A mãe do bebê pede para Cevilha segurar a criança enquanto é atendida pelo médico.
10h25 – Ao sair da sala de atendimento, Arlete percebe que o seu bebê e a suspeita desapareceram da clínica.
10h30 – Arlete avisa à polícia sobre o sumiço da filha. A mãe do bebê acredita em sequestro.
13h – Com a ajuda da Polícia Militar do Distrito Federal, a mãe da criança entrou em uma viatura policial e andou pelos arredores do Plano Piloto na tentativa de localizar a sequestradora e a criança.
16h10 – A suspeita de sequestrar a bebê é vista pegando um táxi em frente ao Hospital Municipal Materno-Infantil Santa Rita de Cassia, em Planaltina (GO). A Polícia Militar do Estado é acionada.
16h20 – Policiais abordam o táxi e confirmam que as passageiras eram Cevilha e a bebê sequestrada.
17h20 – A criança é levada de volta ao Hospital Municipal Materno-Infantil Santa Rita de Cassia para receber cuidados médicos
Fonte: Correio

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