AO MEU NETO – BENÍCIO MOTA DO CARMO

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Evan do Carmo & Benício Mota do Carmo. 26/09/2017

Geralmente, tenho usado a poesia como minha melhor forma de expressão, pois por meio dela me torno mais simples  e objetivo, ao dizer aquilo que o meu coração experimenta, quando palavras não são suficientes, sobretudo com relação às grandes emoções vividas com os meus entes queridos, família como um todo.

Todavia, para falar sobre o milagre de voltar a ser criança, mesmo que seja por alguns dias, quando recebo a visita de um anjo, e por que digo anjo? Na concepção humana, imperfeita e redundante, para se descrever divindades, especialmente aqui no ocidente, não há outro termo para determinar um prodígio, (milagre) então usamos a palavra anjo, contudo, outros dizem santos ou deuses, mas eu acredito em anjo, especialmente nos de carne e osso, com um coração de luz de inocência, meus anjos são meus filhos e meus netos.

Tenho outros netos, uma neta que é uma princesa nórdica, um anjo de beleza e meiguice, Giovanna, foi ela a causadora da primeira regressão a um estado lúdico e indescritível de criança, hoje ela tem 4 anos, e por ser mulher as nossas brincadeira são mais comedidas, não brincamos como se brinca com um neto homem, mas de qualquer forma foi um encantamento a sua chegada em minha vida.

Com  Benício, o meu neto homem, é muito diferente, hoje ele tem apenas um ano e quatro meses, mas nós nos entendemos muito bem, ele ainda não fala corretamente, mas entende todos os comandos, quando o assunto é diversão. Ele brinca como se tivesse mais idade, sabe tudo sobre as peripécias da infinita lista de brincadeiras, que juntos inventamos, se arrisca nas aventuras mais perigosas, confia em mim e se joga de qualquer altura para me testar, para saber até que ponto eu me igualo a ele na delinquência infantil de correr riscos, pelo prazer da descoberta.

Tenho ficado com ele dias seguidos, quando os pais vão viajar ou se divertir, não tenho palavras, como dito antes, para descrever o que sinto quando estou com este garoto divinamente infernal, pois nós dois juntos só faltamos tocar fogo na casa, pois o resto nós já fizemos de tudo, ele me bate, me joga no chão, me ensina as mais inusitadas brincadeiras. São esses momentos em que fico com ele, o que parece ser um fardo para as outras pessoas, para mim são deleites de um paraíso perdido por muitos homens e mulheres, que não viram de longe nem chegaram a conhecer, o milagre de ser avô, (voltar a ser criança).

São estes momentos que desejaria que fossem eternos, que de alguma forma, este anjo que Deus me concedeu o privilégio imerecido de conhecer e de com ele convier, fosse capaz de materializar, de os tornar realidade indestrutível, que este sonho incomparável que é a sua presença em minha vida, se tornasse real, sem o despertar da sua ida para casa com os pais, e da minha volta à realidade de adulto, onde o mundo é cruel, chato e sem objetivo.

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