Força Nacional ocupa ministérios de olho em manifestações de servidores

A estratégia de segurança na Esplanada vem sendo colocada em prática desde o início da semana.

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Foto: Luis Nova/Esp.CB/D.A Press

Integrantes da Força Nacional já estão de prontidão na Esplanada dos Ministérios de olho nas manifestações de servidores marcadas para esta sexta-feira, 10. Vários deles montaram acampamento em auditórios dos ministérios, um deles, o do Planejamento, alvo principal dos manifestantes.

O objetivo é evitar depredações do patrimônio público. Numa das última manifestações, o prédio do Ministério da Agricultura foi atacado. Um incêndio destruiu o auditório do prédio.

A estratégia de segurança na Esplanada vem sendo colocada em prática desde o início da semana. O controle nos estacionamentos internos dos prédios foi reforçado, indicando que não será permitida invasão de manisfestantes.

Os servidores vão protestar contra projetos encaminhados pelo governo ao Congresso que adiam o reajuste salarial de 2018 para 2019, elevam a contribuição previdenciária de 11% para 14% e limitam o salário de entrada no serviço público a R$ 5 mil.

Chance de greve geral

Os servidores estão dispostos a ir para o tudo ou nada. E devem declarar greve geral. No Congresso, os sindicatos que representam o funcionalismo conseguiram incluir mais de 200 emendas nos projetos do governo. A categoria é muito organizada e tem forte trânsito entre deputados e senadores.

As medidas que atingem os servidores fazem parte do ajuste fiscal. O governo pretende arrecadar R$ 12,6 bilhões em 2018. Nesse pacote, está a cobrança de impostos sobre fundos exclusivos de investimentos, direcionados aos mais ricos.

Os servidores alegam que não vão arredar pé. Só baixarão a guarda depois que o governo suspender as medidas que, segundo eles, trazem prejuízos à categoria. Eles acreditam que há outros caminhos para o governo ajustar as contas públicas.

O governo, por sua vez, alega que os servidores precisam dar sua cota da sacrifício, pois têm muitos privilégios quando comparados aos trabalhadores da iniciativa privada. Além de terem média salarial mais alta, desfrutam da estabilidade de emprego. O Brasil tem 13 milhões de desempregados vítimas da crise econômica

 

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