ENTREVISTA COM O POETA SILAS CORREA LEITE

 

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Poeta-Silas Correa Leite

 Quem é Silas Correa Leite?

-Um plantador de incêndios. Ou, talvez, um mero ponto de interrogação à beira do abismo. E que desesperadamente, em surto-circuito contínuo até, feito uma catarse sobrevivencial, escreve para fugir de viver, e assim, de algum modo em ponto de fuga, tentar habitar uma realidade substituta, muito melhor do que conviver e residir com essa mórbida “gentehumana”. Será o impossível?
Quais foram as suas primeiras influências para a escrita e poesia?

-Leitura da Bíblia, de clássicos universais (Clube do Livro – vendedores de livros), Érico Veríssimo, Fernando Pessoa, e ainda Seleções, jornais, revistas de fotonovelas das seis irmãs antes de mim… E já precoce lia silêncios, olhares, prelúdios, seres. Seres?

 Em que momento você sentiu a necessidade de escrever?

-Eu desenhava meus pobres heróis pueris em papelões de caixas de chapéu do meu pai, em compensados, Eucatex, paredes, folhas de papel de pão, e também criava emergentes textos, frases loucas, até ser descoberto com 8 anos no curso primário por uma professora da chamada pedagogia do afeto, Jocelina Stachoviach de Oliveira, final dos anos 70, Grupo Escolar Tomé Teixeira, Itararé-SP. Daí pra frente foi só seguir o rastilho do chamado humanus…

 Que tipo leitura é imprescindível para um poeta?

 -Para todo mundo que sonha ser escritor, poeta, artista, muito antes dos 18 anos ler os cem melhores livros do Brasil, os cem melhores do mundo, de todos os tempos, e a Bíblia, claro, o melhor livro da história da civilização e dos eternos conflitos rompantes da civilização em eterna crise de sobrevivência a todo custo, e a própria história como remorso…

 Em que hora do dia você gosta de escrever?

-Escrevo o tempo todo, trocentas horas por dia, se deixarem, em todo lugar; já tenho 1027 cadernos de rascunhos poéticos de 200 páginas cada, que foram motivo de reportagem mais de 15 anos atrás no programa Metrópolis da TV Cultura de SP. Gosto mais de escrever do que de existir. Gosto mais de ler do que de respirar. Feridos venceremos?

Qual é a temática da sua poética?

-Pobre de mim: todos os horrores, dores, saudades, amores, perdas, conflitos, a morte como acionadora do pino da minha granada criacional…. Uma alma humana tentando compreender a alma humana. E assim cavo abismos, provoco escuridões, desperto monstros, sou incompreendido, 22 livros e ninguém me lê, não vendo, não tenho futuro escrevendo… A morte me libertará de mim, e meus escritos, em que eu assentar tudo isso, enquanto enloucresço, serão meus testemunhos de horror à pena de existência a qual fui condenado a pagar vivendo aqui (a terra o aterro solitário do espaço, onde estão depositado todos os vermes|), e assim dar testemunhos de meu horror de ter sobrevivido, e o que afinal fiz de mim, depois de tudo o que esse mondo canne fez de mim?

Como acontece seu processo criativo?

-O meu processo criativo é não ter processo criativo nenhum, escrevo, ou piro, despojo ou desabo, se não escrevesse já não mais existiria. Deus me deu a dor sensível de escrever e a endorfina da poesia? Salve-se quem puder…

Um escritor ou poeta especial para você?

-Dostoievski, Tolstoi, Neruda, Lorca, Brecht, Pessoa, Erico, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Drummond, Clarice Lispector, Sylvia Plath, etc. 

Agora que está aposentado, tem se dedicado mais à poesia?

-Trabalhava em 3 lugares, das 6 à meia-noite, por décadas, e ainda assim escrevia feito um louco. Aliás, em poucos minutos encho páginas, troco 3 teclados por ano, as palavras somem… Aposentei-me de um serviço, trampo em um de 4 horas por dia numa biblioteca, feito um dinossauro-rex, espécie em extinção, e assim toco três ou quatro livros ao mesmo tempo (esse ano já lancei cinco), leio vários livros ao mesmo tempo, tenho leitura fotográfica (defeito de fabricação) faço resenhas críticas, colaboro em mais de 800 links de sites, até no Chile, Portugal, Itália, Rússia, consto em mais de 100 antologias literárias em verso e prosa, até no exterior, tive a sorte de ganhar alguns prêmios, como o Prêmio Literal  Fundação Cultural da Petrobras (Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda), Prêmio Biblioteca Mario de Andrade (Gestão Marilena Chauí), e mesmo no Instituto Piaget, Portugal, entre outros, então, agora, só tenho mais tempo para agitar, embora seja um escritor que produz mais e melhor no caos, na dor, na correria, pois nas férias fico um lixo, não rende nada, a arte não sai densa, nem profunda, fica rala e rasa. Sem dor não há poesia? Sem dor não há arte que preste?

Um livro inesquecível?

 -Cem Anos de Solidão. Cada vez que o releio, me reconheço nele a minha solidão-coivara, a minha solidão-palhaço, a minha solidão-albatroz… a minha solidão de granada sem pino…

Quem você gostaria de ter sido, se não fosse quem é?

-Érico Verissimo.

Qual a sua maior preocupação ao escrever?

 -Purgar-me, deixar meu rastro contundente e meu lastro numinoso, como um lesmo… mesmo sabendo que a esperança é a inteligência da vida, uma vida só é pouco, mas viver não faz sentido, e morremos todos aprendizes. Se vivêssemos mil anos, lêssemos um milhão de livros, cursássemos mil universidades, ainda assim só saberíamos um por cento de tudo… viver é tão nada… somos todos eternos aprendizes? Na casa do Pai há muitas jornadas?

 Fale-me dos seus projetos.

-A ideia inicial era lançar um livro para cada ano de minha vida, já que posso escrever um livro de cem páginas no mínimo por dia, feito um louco multitranspolar, e só cheguei a apenas 22 apenas este ano, assim espero, na proporção de cinco por ano, aos 76 anos ter escrito 75 livros pelo menos, e se morrer com 90 anos, escrever 90 livros, mais os mais de mil cadernos de 200 pgs que podem dar mais de mil livros se só metade se aproveitar depois que eu morrer e for lançado, se alguma coisa prestar, ou seja, depois de morto vou produzir mais do que produzi vivo em edições pós-mortis. Serei entendido no devir? Isso tirando antologias, letras de baladas, rocks e blues, desenhos, trabalhos inéditos, pois ainda não lancei os 5 melhores livro que escrevi, ou sempre estou terminando, relendo mil vezes de novo, e mesmo que pretendo lançar, o tal um, o número um, que posso lançar num dia e ser morto no outro…

 Como você classifica a poesia e a literatura brasileira?

 -A poesia antiga brasileira é ótima, a nova poesia brasileira não é nova, não é poesia, não é brasileira, a mídia (e as editoras) emepebelizaram (banalizaram) a poesia brasileira contemporânea. Todo mundo quer ser poeta, sem ler clássicos e colegas, poeta novo não lê poeta novo, todo mundo quer ser escritor, mas não leu os melhores do mundo a tempo e com profundidade, e assim a escrita caiu de qualidade e pouco se aproveita de novo no novo, a imaginação pode mais do que o conhecimento, mas as pessoas não têm ideias e nem sabem o poder da imaginação criada na dor, no sofrimento, são escritores fáceis e bobinhas, água com açúcar, para não dizer de ficções pueris e poemas ordinários…

 Fale das suas frustrações com relação à política do Brasil.

 Lutamos contra a canalha de 64, a ditadura impune, lutamos contra o militarismo incompetente, corrupto, violento e senil no processo histórico brasileiro, mas, infelizmente os impunes corruptos e ladrões, filhotes dessa ditadura, bancados em Samparaguay , o estado máfia, tipo um Paraguai do norte, bancaram agora o golpe civil, impunes, e feriram assim a ética ético-humanista e sócio-inclusiva,  com a queda da Dilma, feriram a democracia, estamos no status quo de um status de sitio, mais a mídia abutre, a justiça nefasta togada de hediondos ratos com pés de porcos, a amoral sociedade pústula, uma insensível elite podre o os cérebros de penico, coxinhas-daslu, que como zumbirionetes pensam que pensam, acham que são o que não são, criticozinhos Hipoglós. Isso dá raiva, nojo, medo. Retrocedemos 70 anos em um. O futuro Brasil potência acabou. Tudo de novo? Tudo outra vez? Os sensíveis não sobreviverão a isso, e coquetel molotov está fora de moda… Escrevo para não ficar louco. Ser brasileiro nesses tempos tenebrosos dói. A crise financia o caos. E a elite pústula ganha… Somos todos perdedores. O Brasil, acabou. Máfias e quadrilhas abundam. O povão não importa. O crime organizado está no poder…

Pensa em se mudar do Brasil, se pensa para onde deseja ir?

-Não tem para onde fugir. A Europa em crise, a américa rica das estrelas de sangue putrefetada com Trump et caterva, milhões na rua da amargura. Acabei de terminar um livro que é bem essa crise dos sensíveis brasileiros, chama-se “TIBETE-De quando você não quiser ser mais gente” – um diário de recolhimento, de fuga, cujo aviso na capa bem o apresenta, “Destruam este livro, ou destruam suas vidas…” Estou carimbando meu passaporte para um cometa. Os dinossauros eram melhores do que essa “gentehumana”. Que venham os E.T.s. Poetas e grávidas primeiro…

Família, o que representa para você?

-Família é tudo. Família de sangue, DNA, família de amigos, família de sonhadores, de utopias, família de escritores, família de agregados, fracos e humildes. Sou o poeta dos fracos e oprimidos, dos negros, descamisados, mulheres, minorias, favelados, nordestinos, pobres, e uso a arte como libertação, e para dar testemunho de meu tempo, tipo, faz escuro mais eu canto…. Mas não está fácil ser sensível… Deus enlouquece aqueles que não suportam tudo isso apenas com a “dorpoesia”?

 Acredita que podemos atingir a maturidade existencial, por meio da educação, sobretudo pela leitura de bons livros?

 -A educação nos libertaria, nos salvaria, mas com o cínico estado mínimo neoliberal, nas privatizações-roubos (privatarias impunes e amorais), na terceirização neoescravista, impunidade tucana por atacado, corrupção financiando nosso capitalhordismo americanalhado made in SP, o estado máfia, fica difícil. A educação falida, a cultura privatizada, a mídia abutre bancando lixo televisivo e modismos de achismos e mesmices, fica difícil, quase impossível. Os piores livros são best-sellers. Os melhores só o tempo-rei julgará. O tempo é o melhor juiz. Livros pioram quando viram filmes, e poucos se salvam. Dos lançados no mundo nos últimos tempos, nem um por cento se perpetuará como raro, ótimo, clássico. O falso-futuro made hollywood emperrou, a américa é um blefe, somos todos lacaios de um consumo e das infovias efêmeras.

 Fale como começou a fazer as tiradinhas, (siladas) nas redes sociais

 -Ah, assim como o Dalai Brahma Silas, também o Silas e suas “siladas” pegou, afinal, o humor acabou sendo o melhor energético, assim como a livroterapia, e a ironia, tipo, o importante é que a emoção sobreviva, ou, parafraseando a MPB, tire o seu sorriso do caminho, que eu quero passar com meu escárnio…

 POEMAS E AFINS

 Escuridões

 Eu precisava te contar, das sombras nas paredes

Quando eu beijava a solidão e estava para morrer de fome

Era Natal, numa pensão do Tucuruvi

Eu acabara de vir de Itararé

E não tinha ninguém por mim

A não ser um velho e surrado caderno de rascunhos de poemas…

 

Meu pai ligava chorando e pedia para eu voltar para casa

Mas eu respondia chorando que só voltaria formado ou morto

E a dona da pensão jogava no lixo

O resto de comida que me negava

Era Natal e eu ali inocente e puro

E um sonho amargo na dor de ser sozinho e triste e pobre…

 

Estou sozinho e triste agora, Pai

Eu estou passando fome… mãe

Itararé é tão longe

Mas uma forte chuva vai cair…

 

Morremos tantas vezes pelos caminhos duros da busca

A lua vinha de Itararé me sondar na janela do subterrâneo

Passei fome e frio, dormi na rua

Minhas poesias me protegeram de mim

Quando triste e solitário eu lia

Ou quando escrevia minha amargura

Atrás da estrada de tijolos amarelos dos sonhos impossíveis…

 

Altos e baixos da vida como um rio que nos leva longe

E somos fortificados nas lágrimas, na dor e na ausência

Somos testados cada dia longe de casa

Você não sabe a dor que a gente sente

E a alma escrevendo, feito uma fuga

Você no piloto automático… mais o DNA-Deus Não Abandona…

………………………………………………………………………………………….

Estou sozinho e triste agora, Pai

Eu estou passando fome, mãe

Itararé é tão longe…

Mas uma forte chuva vai cair…

 

 

VERMES

 

 

O cientista no trem carregava um pote

De Vermes – para as suas experimentações

Na Estação de Itararé, o pesquisador

Levava inconclusões em seu empirismo

 

Sondei o homem triste, infeliz, ansioso

E contemplei os Vermes no pote de vidro

Fiquei com pena dos vermes, a irem

Com ele para o seu laboratório de Ser…

 

Depois fiquei com pena mesmo do homem

Os Vermes certamente melhores do que ele

Um dia o tomariam inteiro para si

E todos seriam vermes, homens, e eles…

 

Com pena do homem – (ou dos Vermes?)

Quedei-me a meditar todo confuso ali

Que Verme é o homem que mal se cabe em si

A procurar no bisonho o que de si é ver-se

 

 

Infância, Canto e Dor

 

Para Fatoumata Diawara (Cantora Malinesa)

 

Escrevo porque tenho a necessidade de cantar.

Entre os beduínos, o homem que conduz os camelos, quando está só no deserto,

Ele canta. Eu estou lá.

Eu estou só e canto sobre a vida, sobre mim.

Outros vão escutar e, talvez, cantar também…

(Poeta Árabe Khalid Al-Maaly)

 

Começaste a cantar nas ruas, para recolher migalhas

Para colocar comida em casa – Eras uma criança

Cantavas em casamentos, batizados, becos de sombras, pontas de ruas, e dizias:

-Gente, eu Canto porque tenho fome…

Perdoem se meu canto é rude e primário e amargo e triste.

Se minha dor entrar em transe, e meu canto for melancólico, perdoem

Minha mãe meus irmãos precisam comer…

(Eu poderia morrer – sobraria mais comida pra todos eles

Mas, quem os sustentaria com o canto triste, feito um pardal rueiro?)

Ainda muito criança de tudo, cantaste nas ruas

Nas praças; a voz de inicio fraca como uma taquara rachada

Mas a dor engrossa a voz, afina a alma, tange a tristice. E os sentimentos  rompem como um canto da Terra de Guilgamesh

Olhem meus olhos. São tristes. Olhem minha cara. Tenho cara de pobre? Pois eu sou pobre.

Minha infância, meu canto, minha voz soando nos corações, o que diz?

Meus olhos às vezes ficam marejados quando eu canto.

(As pessoas não compreendem a dor que eu sinto.

Sou eu essa voz, essa dor, esse canto.)

Uma criança canta para a família não morrer de fome.

Não tenho dinheiro nem para alugar um simples tambor barato que me acompanhe feito um coração serelepe.

Não tenho forças nem para bater palmas com o meu cantar

Não tenho muita força nem para me manter em pé, me sustentar. Sou uma criança…

Mas é o meu canto que me segura; minha voz sustenta meu corpo fraco

Sou todo eu, essa voz que vocês ouvem

(Mas alguns me olham detravessado

Alguns se repugnam, como se eu fosse uma criança leprosa

Alguns têm medo da minha tristeza e da minha miséria

Mas eu sou só uma criança pobre de rua que canta)

Perdoem meu canto, minha dor de existir; preciso levar algumas moedas para casa

Para podemos louvar a Deus antes do prato de sopa de pedras

Perdoem se minhas lágrimas estão nos meus cantos, nas minhas vestes simples, nas minhas palavras…

Não posso nem dançar uma dança tribal; eu morreria de cansado, eu não teria forçar para sobreviver cantando e dançando

Então eu danço com a voz; perdoem o tambor do meu coração sofrido

Perdoem se eu sou uma criança com fome que canta

Levem meu Canto para onde forem. Suas casas, palácios, igrejas e clubes.

E cantem vossos cantos por mim também, em meu nome, em nome daqueles que vocês adornam no presépio elétrico…

Todos os dias as pessoas se afastam da religião e vão em busca de um Deus verdadeiro

Mas eu tenho fome, e tenho sede – e preciso das migalhas que caem das mesas de vocês…

Se vocês puderem me ajudar; seu não tiver atrapalhando o comércio e o lucro de vocês (e os deuses de vocês – e as guerras de vocês)

Sei que às vezes para os sábios, a fé remove religião, mas a única religião deveria ser o amor…

Mas, o que uma criança pode entender, se não só cantar a sua angústia, a sua opressão, a sua dor; a dor que lhe deram

E precisa se sustentar nessa dor para sobreviver

E levar alguns tostões para casa. E dizer à mãe abandonada; e dizer aos irmãos humildes e esperançosos: -Eis o meu suor, eis a minha dor, eis o meu sangue…

Comei e bebei de mim, de minha dor, de meu amor, de minha fé.

E todos se alimentarão do meu canto em sangue. E do meu amor lavrado de cantagonias…

 

 

 

SE QUERES PARTIR, POEMETO

 

Se queres partir/Eu tomo conta de tua ausência pra ti/Se queres ficar/Seja minha ausência em ti/Se vamos morrer juntos/Juntos construiremos um castelo no céu/Se vamos dizer adeus/Cada um levará o outro no longe/E assim longe e ausência formarão/Um esconderijo de lágrimas

 

PENSATA

 

Poeta não nasce. É margem de erro. Não morre. É dígito de estatística. Não vive. Conserva-se na paisagem. Não escreve. Decompõe-se em palavras. Nas redes sociais é um chip velado. Melhor não adicionar senão incomoda suas nódoas. Dalai Brahma Silas e suas “siladas”

 

MERCADO CINICO E PANELAS

 

“… Benditas/As ervas malditas/Os “ovelhos” negros/Que não se rendem/Nem se ajoelham/Para os totens espúrios/Do mercado abutre/E seus lacaios e morcegos///(Mercado Cínico) – Dalai Brahma Silas e suas “siladas”

 

 

Microconto:

 

“John Lennon”

 

-Quem atirou em você? Quem atirou em você?

-Um louco… um fã louco. Você viu? Você viu? Por favor, chame a policia, chame um médico, chame uma ambulância…

-Os paramédicos do Central Park foram avisados, estão vindo…

-Tenho sede, muita sede – Ah meu Deus… Não posso ver sangue… Ajude-me, help-me!

-Eu não posso fazer nada… só podemos esperar… Sou uma testemunha vital…

-Você viu… você viu? – Peça pro meu filho me perdoar…

-Não fale agora… tudo vai dar certo… tudo vai acabar bem…

-Quem é você? Você tem um sotaque diferente… Você não é branco e nem negro…

-Sou do Brasil, sou de Itararé-city, São Paulo, Brasil… sou de uma banda amadora de rock de lá…

-O país das mulheres peladas na praia, entre maconheiros, vendedores de coco, índios, sambistas, curandeiros, pigmeus, godzilas?

-Não fale… não fale agora…

-Ah meu Deus… como é que pode… Estou vendo Élvis… Estou vendo Élvis!

-Não fale, calma, não pense, quer um chiclete de hortelã… é brasileiro…

-Não tem bactérias? Ah, não… não quero… Preferia uma Coke… Estou vendo minha mãe… Eu queria tanto estar com a Yoko Onno agora…

-Calma, fique calmo, eu estou aqui, os socorristas estão vindo…

-Está tudo escuro… Afinal, você existe mesmo ou é só uma visão minha?

-Imagine

(Pano Rápido)

 

 

 

 

 

 

 

 

Breve Bibliografia (resumo)

 

 


Breve Currículo Silas Corrêa Leite /Breve Bibliografia/

 

Silas Corrêa Leite é ciberpoeta, escritor e blogueiro premiado, livre pensador humanista,  membro da UBE-União Brasileira de Escritores, jornalista comunitário e cultural, pós-graduado em Literatura na Comunicação (ECA-USP), conselheiro diplomado em Direitos Humanos, autor entre outros de GOTO, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Romance, Editora Clube de Autores; autor de GUTE-GUTE, Barriga Experimental de Repertorio, Romance, Editora Autografia; autor de O Menino Que Queria Ser Super-Herói, Site Amazon, entre outros quatro lá. Prêmio Mapa Cultural Paulista/Secretaria de Estado de Cultura de SP  (representando Itararé-SP). Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor, governo do estado de SP, Gestão Chalita, Prêmio Ignácio Loyola Brandão, Prêmio Paulo Leminski, Prêmio Biblioteca Mario de Andrade (Gestão Marilena Chauí), Prêmio Literal, Fundação Petrobrás, Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda, Prêmio Instituto Piaget *cancioneiro infanto-juvenil) e Prêmio Ficções Simetria (microcontos), ambos em Portugal, entre outros. Colabora em revistas, jornais, fanzines, suplementos de arte, cultura e educação, está em mais de 800 sites, até no exterior, na América Espanhola, Europa e África. Consta em mais de 100 antologias literárias de renome em verso e prosa, até internacionais e na FBN-Fundação Biblioteca Nacional, gestão Ivan Junqueira. Seu Estatuto de Poeta foi traduzido para o espanhol, inglês, francês e russo. Elogiado entre outros por Moacyr Scliar, Ledo Ivo e Carlos Nejar, da ABL-Academia Brasileira de Letras. Seu ebook de sucesso, O RINOCERONTE DE CLARICE, primeiro livro interativo da internet, foi tese de mestrado em Hyper Texto e tese de Doutorado em Linguagem Virtual na UFAL, e destaque na chamada grande mídia, como Revista Época, Estadão, Diário Popular, etc, e mesmo na mídia televisiva, como Provocações (TV Cultura), Momento Cultural/Rede Band, Marcia Peltier, entre outros.

 

 

 

Contatos: E-mail: poesilas@terra.com.br

 

 

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