Poema da noite

“SOMBRAS DO AMANHÃ

Em dia de fúria,
Desgosto e tempestade
Há tanto medo e trevas 
Em todo pensamento
Sobre o amanhã…

Nem Kafka me socorre
Nem Pessoa,
Que Dante
Socorria.
Nem Castro Aves
Com o peso da
Cruz de Sousa
Sobre o lombo dos homens.

Pobre Zaratustra
Ventríloquo de Deus
Na língua do diabo
Palhaço de Goethe
Verlaine e Rimbaud.

Nada me socorre
Nem poesia nem vinho
Nem fumo ou absinto
Nem Maiakovski
Neruda
Ou Baudelaire.”

― Evan Do Carmo

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