“LAÇOS DE SANGUE”

Entre tantas formas de amor, temos a nossa própria maneira de amar e, não raro, defendemos, com veemência que apenas o sangue não o é bastante para termos por alguém afeto fraternal…

Pela vida toda, de acordo com as circunstâncias vamos criando estes motivos, construindo amizades fazendo irmãos, arranjando filhos, pais e mães por força da necessidade e pelo hábito da convivência.

Há um amigo a quem nos apegamos muito mais do que a um irmão. Pode ser verdade, em alguns casos isto é um fato, verdade irrefutável. Todavia, penso que, pela experiência de vida que tenho, por tantos momentos vividos, e por fazer parte de uma grande família, com parentes ligados pelo sangue e muitos outros parentes forjados pela convivência e circunstância, contudo, posso sugerir uma tese, a de que as ligações do sangue, como raízes, são muito mais profundas e relevantes em certo momento da nossa vida.

Motivo pelo qual afirmo isso, é que as amizades, como os ditos amores românticos, relações de afeto em geral, se não forem alimentadas morrem, se perdem pelo tempo do esquecimento, e pela falta de atenção das partes envolvidas. Já fui expectador de várias situações semelhantes, onde o amor se esfriou, e as amizades se distanciaram, se perderam, de forma que não puderam mais ser reativadas, mesmo com certo esforço de ambas as partes, muito do que foi afeto, se transformou em simples lembrança, e as pessoas seguiram em frente com suas vidas, e não se sofrem por isso, pelo menos aqueles que compreendem, com julgamento lúcido e justo, a sua responsabilidade por tal afeto perdido, deixado para trás.

Já com os laços de sangue, ocorre algo singular, sabemos que há pessoas que são desnaturadas, filhos que ignoram pais e pais que abandonam filhos, todavia, a regra natural, dentro desta minha observação pessoal é que o sangue pesa, a ligação é muito forte, e quando se está em perigo, irmãos, pais e mães, são os únicos que se sacrificam uns pelos outros….

Penso assim e defendo que, a regra deve ser esta. O homem, aquele que mantem certa medida de honra familiar, que ainda preserva um pouco do instinto, vai cuidar dos seus, vai prover o necessário em todos os campos da existência humana, prover pão e abrigo, afeto fraternal e cuidado emocional para os que são parte primaria da sua carne e sangue, homem nenhum, a meu ver pode ignorar este fato, esta verdade, e viver em paz com sua consciência: O laço de sangue é um fio de eternidade….

Para meu irmão Jadeilson, e todos os outros membros da minha carne,

Evan do Carmo 18/02/2018

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