Para os meus poucos e argutos leitores

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Leitores Argutos – um privilégio….

Tem um amigo, poeta dos bons, que certa vez me falou: “Tenho em média uns quinze leitores “. Algo muito revelador, em se tratando de poetas, pela supra vaidade que os consomem. Acredito que não foi falsa modéstia deste amigo, pois mesmo em plataformas digitais, como sites, blogs, redes sociais e outros cantos virtuais, não é fácil, portanto, encontrar quem nos dê real atenção, quem pare para ler um texto relativamente longo, estes, muitas vezes recebem curtidas de “amigos, que se sentem obrigados a curtir aquilo que não tem disposição intelectual para ler, muito menos para comentar.

Pois bem, o que tenho notado, é que na fogueira da vaidade, em nosso moderno lago-nazisista,  gastamos nosso tempo, não raro, em nos autopromover, isto acontece mesmo com aqueles que não possuem nada para oferecer, mesmo sem conteúdo, se publica obras alheias para chamar atenção para si próprio, como se isso fosse de algum ganho ou valia. Aos meus caros e pucos leitores, minha infinita gratidão, especialmente com aqueles que são também produtores de conhecimento, os elogios e curtidas, quando destes me são muito valiosos.

Faço sempre o caminho inverso, mesmo com muito trabalho de editor, vez por outra tirou um tempo para dar honra a quem faz bem, e sem a presunção de ser o melhor, seu trabalho diário. Contudo, escrever não é dom especial, todo ser humano pode falar, se comunicar de alguma maneira, portanto também pode escrever, se não bem, mas corretamente, desde que se esfosse para fazê-lo.  Entre estes meus, ora leitores, ora colegas de profissão, tenho tido boas experiências, com colegas que  estão se mostrando bons escritores, boas promessas para um  breve futuro da literatura brasileira.

Então sinto-me honrado por ser, além de amigo, em alguns casos, editor. mas, especialmente, como leitor, destes amigos escritores.

 

 

 

Uma consideração sobre “Para os meus poucos e argutos leitores”

  1. Muito bacana, Evan, esse diferencial, o de ler o material do outro, saber o valor que tem para o autor. A leitura dos amigos sobre o que se escreve, é o que motiva, o que anima. A reciprocidade neste caso, para mim , tem muito a ver com respeito, generosidade, gratidão e , especialmente, valorização. A literatura precisa ser alimentada com leitura.

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