TODOS QUEREM SER ESCRITORES

Penna lembra máquina de escrever e tem bateria de até 6 meses (Foto: Divulgação/Elretron)
“Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não. ”
José Saramago

Todos querem ser escritores. Foi com esta ideia em mente que comecei a escrever este texto. Houve um tempo em que nem papel existia, nem tinta, apenas argila, depois se escrevia à pena, de modo bem rudimentar, tudo era de difícil acesso, caso alguém quisesse se tornar escritor.

Todavia, escrever já foi uma profissão muito respeitada, apenas os nobres podiam dispor dos meios e do tempo necessário para escrever. Alguns, como reis e imperadores tinham um escriba profissional, especialmente para registrar todos os seus feitos, aquilo que eles decidissem ser parte da história, sendo verdade ou não, ao ser escrito virava verdade para posteridade da humanidade. Entre estes privilegiados, houve reis que até se tornaram poetas, como Salomão. Então, tudo que diziam ou pensavam era escrito por um escritor de aluguel.

“Escrita ou grafia consiste na utilização de sinais (símbolos) para exprimir as ideias humanas. A grafia é uma tecnologia de comunicação, historicamente criada e desenvolvida na sociedade humana, e basicamente consiste em registrar marcas em um suporte.

Mesmo que, habitualmente, a função central atribuída à escrita seja a de registro de informações, não se pode negar sua relevância para a difusão de informações e a construção de conhecimentos. 

Acredita-se que tenham criado a escrita a partir dos simples desenhos de ideogramas: por exemplo, o desenho de uma maçã a representaria, e um desenho de duas pernas poderia representar tanto o conceito de andar como de ficar em pé. A partir daí os símbolos tornaram-se mais abstratos, terminando por evoluir em símbolos sem aparente relação aos caracteres originais. Por exemplo, a letra M em português na verdade vem de um hieróglifo egípcio que retratava ondas na água do mar e representava o mesmo som.

A escrita se desenvolveu de forma independente em várias regiões do planeta, incluindo o Oriente Médio, a China, o vale do rio Indo (atual Paquistão), a América Central e a bacia oriental do mar Mediterrâneo.

Os sistemas de escrita evoluíram de forma autônoma e não sofreram influências mútuas, ao menos em seus primórdios. Possivelmente, as escritas mais antigas são a escrita cuneiforme e os hieróglifos. Ambos sistemas de escrita foram criados há cerca de 5500 anos, entre sumérios e egípcios. Os hieróglifos originaram-se no Antigo Egito e a escrita cuneiforme na Mesopotâmia, (atual Iraque). ”[1]

Em geral, ao longo da história e, principalmente nos seus primórdios, a escrita e a sua interpretação ficavam restritas as camadas sociais dominantes: aos sacerdotes e à nobreza, embora a escrita fenícia, tivesse fins essencialmente comerciais. A alfabetização somente se difundiu lentamente entre camadas mais significativas das populações após a Idade Média.

Hoje em dia, com a realidade virtual, qualquer pessoa pode escrever ou dizer que escreve. Tenho notado que estamos vivendo um fenômeno sociocultural nunca visto, não só nas redes sociais, onde desfilam todos os tipos de personalidades literárias – os que escrevem até bem, os que nada escrevem, mas se dizem escritores, como também os escritores profissionais, que não podem prescindir do uso midiático das redes sociais diversas, para expôr seus livros e suas nobres ideias.

As redes sociais, com a internet como suporte, representam um verdadeiro jardim de infância, então as pessoas se sentem capazes de brincar como as crianças fazem na pré-escola, quando têm lápis de cera e tinta guache para pintar e escrever o que lhe vem na cabeça

Penso que a frase inicial: “Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não”, já perdeu sua validade, talvez o José Saramago, quando a cunhou, estava pensando em outra época, pois esta era uma hipótese e não uma realidade. Hoje, contudo, podemos afirmar, que a máxima correta deve ser: Todos querem ser escritores, mas poucos conseguem.

#Fonte: https://acrilex.com.br/portfolio-item/a-evolucao-da-escrita

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