TODOS SÃO CULPADOS, NÃO HÁ INOCENTES NESTE JOGO

Quem planta ódio colhe sofrimento.

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A mídia brasileira, vendida a preço de banana, por dinheiro sujo de corrupção de todas as ideologias dominantes, de esquerda e de direita, disseminou o ódio ao PT, pensando está prestando um grande serviço ao Brasil. Fato que a priori, parecia uma atitude nobre e responsável, pois estava em busca de um candidato que representasse o povo brasileiro, que sonhava com uma política livre de corrupção, desde o Mensalão, onde o PT começou sua derrocada, mesmo sendo uma utopia, este desejo para o Brasil atual, mas era assim que via o momento. A mídia brasileira, contudo, não sabia o fim desta carreira “armamentista”, de ódio aos vermelhos, aos de esquerda, aos que já dominavam o país por 14 anos, nos governos de Lula e de Dilma.

Orquestraram um golpe democrático, bem-sucedido, aparentemente, crendo que da elite poderia surgir um nome capaz de agregar as duas partes do povo insatisfeito, elite e trabalhadores. Mas Aécio Neves sucumbiu na própria lama, depois da derrota em 2014, o PSDB não tinha mais ninguém capacitado, aprovado para concorrer com a herança maldita de Lula preso, então se instalou o caos. Do abismo de desilusão popular, forjado por toda a classe política, e por décadas de exploração de uma classe trabalhadora que perdera o poder de compra da dignidade prometida por Lula, classe esta que agora clamava por um salvador da pátria. Foi neste ambiente propício às grandes revoluções que apareceu uma voz “nova”, mas com uma mensagem de revolta contra o sistema, usando a língua dos oprimidos, dizendo: “eu tenho a Caixa de Pandora, vamos resolver tudo pela força, na bala se for preciso. Bandido bom é bandido morto, político bom é político preso. ”

A exemplo de Lula, que apareceu do meio do povo com a promessa de acabar com a fome e com a desigualdade social, prometendo escola para todos e acesso à faculdade para o filho do trabalhador, assim conquistou o Brasil por muitos anos. Mas a geração de Lula envelheceu, os filhos desta geração não têm a mesma mente nem as mesmas necessidades dos seus pais. Acrescemos a isso, o estado mental em que vive esta geração de desiludidos com a política mundial, também com o crescimento do Neofascismo no mundo todo, ondas de violência e fanatismo religioso. Tudo isso favoreceu o crescimento da onda, “eu prendo e arrebento“, discurso moralista, pela família, Deus acima de tudo, coisa como ódio aos gays e a todas as minorias, que ora viviam em paz e segurança, condições estas com as quais o Brasil maduro democraticamente, pelo menos até o golpe de 2017 ao governo Dilma, jamais sonhou reviver, ou teve pesadelos de que fosse possível a volta da intolerância política ao Brasil do século 21.

Por Evan do Carmo

Brasília: 25/10/2018

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