Bolsonaro defende trabalho infantil,

Bolsonaro disse ser a favor do trabalho infantil. O presidente esclareceu, no entanto, que não apresentaria nenhum projeto de descriminalização, já que ‘seria massacrado’.

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Bolsonaro defende trabalho infantil, mas diz que não propõe descriminalização pois ‘seria massacrado’
Durante uma live no Facebook nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse ser a favor do trabalho infantil. Ele esclareceu, no entanto, que não apresentaria nenhum projeto para descriminalizar a prática, já que ‘seria massacrado’.Foto via @ultimosegundo

O presidente Jair Bolsonaro demonstrou nesta 5ª feira (4.jul.2019) não ver problema no trabalho infantil. Disse ter trabalhado aos 9, 10 anos de idade e que isso não o prejudicou “em nada”.

“O trabalho dignifica o homem, mulher, não interessa idade”, disse em live no Facebook ao lado dos ministros Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), do secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, além de uma intérprete de libras. O ministro Augusto Heleno (GSI) não apareceu na transmissão, mas estava ao lado.

A juventude nossa é isso aí, crescemos, meu pai e minha mãe tiveram 7 filhos, sem problema nenhum. E, saudades daquela época onde se tinha muito mais deveres do que direitos. Hoje você só tem direito e, dever, quase nenhum, e por isso nós afundamos cada vez mais”, completou.

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Segundo Bolsonaro, aos 9, 10 anos de idade “quebrava milho” na plantação da fazenda em que morou com a família por 2 anos em Eldorado, São Paulo.

“Olha só, trabalhando com 9, 10 anos de idade na fazenda. Não fui prejudicado em nada. Quando 1 moleque de 9, 10 anos de idade vai trabalhar em algum lugar, está cheio de gente aí falando que é trabalho escravo, trabalho infantil. Agora, quando está fumando 1 paralelepípedo de crack, ninguém fala nada. Então, o trabalho não atrapalha a vida de ninguém”, afirmou.

Em seguida, o presidente disse que não vai propor nenhuma mudança que afete a criminalização do trabalho infantil, pois, segundo ele, seria “massacrado”.

“Fique tranquilo que eu não vou apresentar aqui nenhum projeto para descriminalizar o trabalho infantil, porque eu seria massacrado. Mas eu, meu irmão mais velho, com essa idade trabalhávamos“, disse.

Antes da fala de Bolsonaro, Jorge Seif comentava sobre a Quinzena do Pescado, que será de 1 a 15 de setembro. No período, indústrias do setor de pesca farão, a partir de acordo com bares, restaurantes e mercados, com que alimentos com peixe sejam vendidos a 1 preço mais baixo.

Bolsonaro aproveitou o momento para dizer que, quando “garoto”, pescava no Vale do Ribeira, no litoral Paulista, onde morava, para “ter economias” e que, segundo ele, “naquele tempo [a prática] não era crime”.

OUTROS ASSUNTOS ABORDADOS

  • Canonização da Irmã Dulce: o presidente irá participar em outubro da celebração religiosa na Bahia (SA). Manifestando apoio a católicos, Bolsonaro falou sobre campanha de venda de “broas” em nome da Irmã Dulce. “Nós respeitamos todas as religiões”, disse;
  • Acordo entre Mercosul e União Europeia: o presidente comentou a participação de vários ministros de seu governo negociando o acordo. O ministro Ernesto Araújo destacou o fato de terem reestruturado o Mercosul. “Houve uma desideologização do Mercosul, que antes servia para desintegrar o país do resto do mundo, agora serve para ser uma plataforma de integração”, disse. O ministro ainda afirmou que o acordo vai criar novos mercados, baratear custos e atrair investimentos ao Brasil. Araújo ainda defendeu que o acordo vai acelerar entrada do Brasil na OCDE;
  • Contrato da Ferrovia Norte-Sul: Tarcísio Gomes de Freitas disse que o contrato de concessão da ferrovia será assinado em agosto, para retomar o transporte de carga no Brasil;
  • Programa de concessões: Tarcísio Gomes de Freitas apresentou o plano de concessões até 2022 a investidores em Washington, Estados Unidos. O ministro assinou 1 memorando de cooperação entre Brasil e os EUA com a secretária de Transportes do governo norte-americano, Elaine Chao. O documento estabelece o intercâmbio de informações científicas, especialistas, estudantes, além da realização de pesquisas conjuntas em transportes, inovações com veículos automatizados e conectados e sistemas aéreos não tripulados;
  • Placa do Mercosul: ministro Freitas disse que a alteração nas regras de emplacamento visam a reduzir clonagem de veículos. Ainda segundo ele, os elementos gráficos da placa foram excluídos para acabar com gastos com patente;
  • Independência dos EUA: “No evento eu destaquei o apoio dos Estados Unidos a nossa Entrada [na OCDE], disse Bolsonaro. “Fui criticado pela esquerda porque estava na embaixada dos Estados Unidos, se eu estivesse na de Cuba, Venezuela, não tinha problema nenhum”, completou.
  • Plano Safra: em vigor desde 2ª feira (1º.jul).

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