Oposição rejeita acordo e vai obstruir votação da reforma da Previdência

A oposição se reuniu no início da tarde desta terça (9/7) para debater as propostas de votação e debate expostas na reunião do colegiado de líderes

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Na reunião de líderes desta manhã, não houve acordo sobre a reforma da Previdência(foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados )
Como era esperado, a oposição da Câmara optou por manter as obstruções à proposta de emenda constitucional da reforma da Previdência. Com isso, a votação no plenário da casa começa esta tarde. A outra saída era optar pelo debate, com previsão de duração de mais de 10 horas. O líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), disse não acreditar nos votos que o governo diz ter e pretende que parlamentares usem os destaques para debater a proposta e mudar os votos de governistas durante a sessão.

A oposição se reuniu no início da tarde desta terça (9/7) para debater as propostas de votação e debate expostas na reunião do colegiado de líderes. “Vamos tentar os requerimentos de obstrução. Nós entendemos que ao fazer obstrução, obrigaremos a presença, no plenário, dos deputados em princípio favoráveis à PEC, e com isso, poderemos convencê-los a votar contra essa proposta que consideramos muito prejudicial para o povo brasileiro. Nossa obstrução tem como o objetivo debater o texto e virar votos contra a proposta”, afirmou Molon.
“Nossa percepção até o momento é que o governo blefa quando diz que tem mais de 330 votos. Não tem sequer 300. É possível que a votação comece hoje, dependendo da obstrução. Vamos apresentar todos os requerimentos que podemos e ver se o governo consegue garantir a presença da sua base e o efeito dos nossos argumentos sobre essa base. No nosso entendimento, a obstrução vai longe e vamos virar muitos votos”, aventou o parlamentar.
Um dos temas polêmicos para a oposição, ainda de acordo com o líder, é a inserção de professores e policiais no texto. “Vamos apresentar destaque reonerando as exportações e cobrar do governo que mostre se, de fato, tem preocupação com os privilégios, ou vai continuar dando esse presente de R$ 83 bilhões para os ruralistas que exportam, enquanto impõe um sacrifício enorme a professores e policiais, de R$ 20 bi, com os quais pretendem fazer uma economia de 1/4 desse valor. Serão vários requerimentos e todos que pudermos apresentar, vamos apresentar”, garantiu.
FONTE: CORREIO….

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