Sergio Moro não foge das questões difíceis.

Na primeira entrevista após a prisão dos hackers, concedida ao repórter Rodrigo Rangel, Moro respondeu a todas elas:

  • ele se arrepende de algo revelado pelas mensagens roubadas e vazadas?
  • qual o custo do vazamento no dia a dia do ministro?
  • Moro pensa em desistir?
  • ele considera uma candidatura à Presidência?
  • ele se arrependeu de ter trocado a magistratura pela Ministério?

Agora leia trechos da entrevista (logo depois da imagem):

Crusoé: Em algum momento o sr. se arrependeu de ter deixado a toga?
Moro: Não. Absolutamente não. Nós temos o exemplo da Operação Mãos Limpas, na Itália, em que houve um grande avanço judicial em casos de corrupção seguido de uma revanche legislativa que comprometeu muito os avanços judiciais. Houve grande controvérsia, durante anos, se a Itália havia avançado ou não no combate à corrupção. Minha intenção ao ingressar no governo foi evitar esse tipo de retrocesso. É como se diz na expressão em inglês: não enquanto eu estiver aqui. Esse é meu compromisso primário, que permanece válido. Não houve nenhuma razão que me fizesse achar que eu tenha cometido um erro. Há muita maledicência, como a interpretação equivocada que relaciona a vitória eleitoral do presidente Jair Bolsonaro com minha atuação na Lava Jato. A condenação do ex-presidente Lula foi em 2017, muito distante de o presidente Jair Bolsonaro se apresentar, na minha avaliação e na de muitos, como um candidato que tivesse reais chances nas eleições de 2018. Talvez somente ele acreditasse na vitória. Ele se provou certo e os outros, errados. Eu não acreditaria nisso, em nenhum momento, em 2017.

Agora vejo o trecho em que Moro explica a atual ofensiva contra a Lava Jato, detonada pelo roubo e divulgação de mensagens privadas atribuídas a ele e a procuradores:

“Crusoé: A Lava Jato está há anos sob ataque. O que há de diferente agora?
Moro: Existe um status quo que foi extremamente contrariado pelas investigações. Pessoas muito poderosas viram nesse ataque uma oportunidade para reavivar essas tentativas de retrocesso e revanchismo. Me surpreendeu um pouco a agressividade de determinados setores, o que denota um sentimento de revanche, de vingança pelo trabalho institucional que foi realizado. Inclusive por parcelas da advocacia. Tenho respeito pelos advogados, mas uma parcela deles vê o enfrentamento da corrupção a partir de uma perspectiva não muito positiva…”

A Edição da Semana da Crusoé avança também na apuração do roubo e vazamento das mensagens.

Apuração dos repórteres Felipe Serapião e Mateus Coutinho mostra:

. como a PF chegou aos hackers que invadiram os celulares de autoridades

. a lista de alvos, que incluía Bolsonaro, congressistas e ministros do STF

. o próximo passo dos investigadores: buscar quem pagou pelo serviço

Leia um trecho da reportagem:

…a Polícia Federal começou a informar as autoridades que foram alvo dos hackers. O trabalho deve prosseguir pelos próximos dias. Paralelamente, os policiais tentam seguir o rastro do dinheiro movimentado pelos presos. Acreditam que, com isso, chegarão a outros envolvidos na trama. A aposta é que, como os suspeitos historicamente atuaram em golpes interessados em fazer dinheiro fácil, não foi dessa vez que eles deixaram de faturar com uma empreitada que, desde o começo, sabiam ser perigosa. Tudo indica que a revanche da Polícia Federal de Sergio Moro (leia entrevista aqui) sobre os que tentaram usar a invasão criminosa para colocá-lo na berlinda e derrubar a Lava Jato está apenas começando. E com o importante reforço dos poderosos da República que, agora, descobriram que também eram alvos.

Desde que o episódio veio à tona, jornalistas e o jornalismo independentes estão debruçados sobre o assunto.

O objetivo é entender como se deu o roubo e vazamento, quem está por trás dele, quais seus objetivos.

Esse esforço de jogar luz sobre o que foi feito nas sombras deu vários frutos — dezenas de reportagens, entrevistas e artigos que iluminam a maior disputa em curso hoje no Brasil.

A disputa do Brasil contra seu passado. Da lei contra a desobediência à lei. Do futuro contra o passado.

A imagem abaixo reúne alguns dos conteúdos especiais publicados pela Crusoé:

As apurações, entrevistas e artigos exclusivos jogam luz sobre os desdobramentos e também as motivações do roubo e vazamento das mensagens atribuídas a Sergio Moro e a procuradores da Lava Jato.

São conteúdos que você não pode perder.

E deve compartilhar com aqueles que ainda tentam imaginar que o Brasil sem a Lava Jato seria melhor.

Mas é preciso agir rápido: neste exato momento, condenados e investigados pela Lava Jato comemoram os golpes desferidos contra a maior operação anticorrupção da história.

O primeiro passo é ter à mão as informações certas.

Conte com o jornalismo independente para jogar luz sobre a maior ofensiva já vista contra a Lava Jato, assinando AGORA a Crusoé com uma condição especial.

Basta clicar no botão abaixo:

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