“Lava Jato considerou buscar provas contra Gilmar Mendes, segundo supostas conversas

“| Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

“Supostas conversas divulgadas nesta terça-feira (6) pelo site El País sugerem que a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba teria considerado usar o caso do operador do PSDB Paulo Vieira de Sousa – conhecido como Paulo Preto – para procurar provas contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A reportagem foi feita em parceria com o site The Intercept, que diz ter recebido de uma fonte anônima – e vem publicando – mensagens atribuídas a membros da força-tarefa no aplicativo Telegram.

Conforme o texto do El País, o objetivo de parte dos procuradores – que nas supostas conversas teriam cogitado pedir ajuda de investigadores na Suíça – seria levantar elementos para pedir suspeição e eventualmente impeachment de Mendes. A investigação de fatos relativos a um ministro do Supremo, no entanto, extrapola as competências constitucionais do Ministério Público Federal (MPF), uma vez que os integrantes do STF só podem ser investigados com autorização de seus pares, exceto quando aparecem em investigação já em curso (investigação cruzada), caso em que a competência é da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nas mensagens atribuídas a ele, Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, teria comentado boato vindo da força-tarefa de São Paulo de que parte do dinheiro mantido no exterior por Paulo Preto pertenceria, na verdade, a Gilmar Mendes. Na sequência da conversa, procuradores teriam debatido como levantar dados sobre o ministro do STF.

Ao El País, a força-tarefa de Curitiba afirmou que o material publicado em parceria com o The Intercept “é oriundo de crime cibernético e tem sido usado, editado ou fora de contexto, para embasar acusações e distorções que não correspondem à realidade”.

Questionada pelo El País sobre se os procuradores pediram informações a investigadores da Suíça sobre eventual ligação entre Mendes e Paulo Preto, a Lava Jato em Curitiba disse que “não surgiu nas investigações nenhum indício de que cartões da conta de Paulo Vieira de Souza tenham sido emitidos em favor de qualquer autoridade sujeita a foro por prerrogativa de função”. E que, quando há indícios de envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro, as informações são sempre encaminhadas à PGR e ao STF.

A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, por sua vez, afirmou ao El País que “jamais recebeu qualquer informação sobre suposto envolvimento de Gilmar Mendes com as contas no exterior de Paulo Vieira de Souza”.

Na semana passada, a Folha de S. Paulo publicou mensagens atribuídas a Deltan nas quais ele incentivaria colegas em Curitiba e Brasília a investigar o ministro Dias Toffoli, presidente do STF, bem como a esposa dele e a de Gilmar Mendes. A reportagem também afirmava que o procurador poderia ter solicitado à Receita Federal para levantar informações sobre o escritório de advocacia da esposa de Toffoli. Em resposta, a Lava Jato disse que Deltan nunca solicitou à Receita Federal que investigasse ministros do STF ou familiares e tampouco orientou os trabalhos do órgão. Dias depois, Mendes chamou a Lava Jato de “organização criminosa para investigar pessoas”.”
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